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Escândalo: Negociação de voto de ministro do STF

Segundo informações do site da revista Época, uma história poderia ter mudado o resultado da votação no Supremo Tribunal Federal sobre a validade nestas eleições da Lei da Ficha Limpa. No julgamento do recurso apresentado pelo ex-governador do Distrito F

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Segundo informações do site da revista Época, uma história poderia ter mudado o resultado da votação no Supremo Tribunal Federal sobre a validade nestas eleições da Lei da Ficha Limpa.
No julgamento do recurso apresentado pelo ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) contra a impugnação de sua candidatura pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que deu empate de cinco a cinco, Roriz acabou desistindo de concorrer mais uma vez ao governo do DF e foi substituído por sua mulher, Weslian Roriz (PSC).

Através de documentos, e-mails e vídeo a reportagem mostra que o desfecho poderia ser diferente.

O ministro Carlos Ayres Britto, o relator do caso Roriz no Supremo, não teve de se declarar impedido de participar do julgamento por questão de horas.

>>Leia a matéria da Revista Época e veja o vídeo

Só na tarde da quarta-feira (8) os advogados Adriano José Borges Silva e Adriele Pinheiro Reis Ayres de Britto – genro e filha do ministro – saíram formalmente do recurso apresentado pela defesa de Roriz ao STF. Na mesma noite, Ayres Britto rejeitou o pedido de Roriz.

O genro de Ayres Britto, no dia 1º de setembro, havia enviado aos advogados um e-mail em que transmitia seus dados e os de sua mulher para serem subcontratados como advogados de defesa de Roriz.
A reunião entre Joaquim Roriz e Adriano Borges ocorreu na tarde de 3 de setembro, uma sexta-feira. Roriz e Borges conversaram no escritório do ex-governador em sua casa no setor de mansões de Brasília.

Com Borges e sua mulher na causa, de acordo com a lei, o ministro teria de se afastar do julgamento. Seria um voto a menos contra Roriz e a favor da validade imediata da Lei da Ficha Limpa. Uma semana depois, Adriano Borges entrou na causa e obrigou Ayres Britto a se declarar impedido.

Na conversa gravada com Roriz, Adriano Borges diz que está sendo apertado por assessores que cobram pagamento para livrar o ex-governador de uma condenação no Supremo. Por diversas vezes, ele fala sobre a necessidade desse pagamento. Adriano Borges até sugere um preço. Roriz achou o preço caro e sem acordo, Adriano Borges deixou a causa.

Ouvidos pela repoprtagem da revista Época, Adriano Borges disse que deixou a causa de Roriz por ter chegado à conclusão que sua defesa estava sendo bem feita e não havia, portanto, necessidade de sua participação. A versão de Borges agora é de que caiu numa armadilha. Já, os advogados de Roriz justificaram a gravação dos diálogos com Adriano Borges eram medidas defensivas para evitar eventuais distorções por parte de seus interlocutores.

O ministro Ayres Britto disse que não se declarou impedido no julgamento porque, pelo que ele soube, houve contato entre seu genro e Joaquim Roriz, mas nenhum contrato foi firmado. (DOL com informações Época)

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