O dólar comercial fechou ontem (30) com a cotação mais baixa dos últimos dois anos. O grande fluxo de dólar na economia levou o valor da moeda americana a R$ 1,6920, recuo de 0,76%. A compra maciça de dólares pelo BC (US$ 9 bilhões) não conseguiu segurar a cotação em níveis acima do R$ 1,70.
A quebra desse limite gerou reações negativas no setor industrial exportador. Segundo a indústria, a valorização do real tem minado a capacidade de competição da indústria nacional diante dos concorrentes internacionais.
Isso é apontado pela indústria como um “paradoxo’’, num momento em que o Brasil é apontado como uma grande opção de investimento em todo o mundo.
A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) acusa uma parte do governo (o Banco Central) de anular todo o esforço da indústria na busca de competitividade. Para o vice-presidente da associação, José Velloso, a indústria reconhece o ingresso de dólares na economia brasileira como parte do sucesso do agronegócio brasileiro e das commodities metálicas no mercado internacional. O problema, diz ele, está em boa parte no campo financeiro.
Harry Schmelzer Junior, diretor-presidente da Weg, uma das maiores indústrias de bens de capital do país, disse ontem que a situação cambial no Brasil tem levado a fabricante de motores elétricos a substituir a produção no país pela fabricação em unidades instaladas em outros mercados.
A iniciativa - lamentada pelo executivo - é uma forma de proteger a organização dessa atual situação da taxa de câmbio no país.
Além de produzir em outros países, a Weg ampliou as importações de alguns componentes para manter o poder de disputa do produto brasileiro no exterior.
Para especialistas do setor financeiro, o Banco Central segurou a queda mais acentuada do dólar. (Folhapress)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar