Após tantas queixas dos consumidores sobre a espera para atendimentos pelos planos de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi verificar com as próprias operadoras quais os prazos para diferentes procedimentos, de consultas médicas a cirurgias eletivas. O resultado revelou esperas que ultrapassavam quatro meses e motivou a ANS a estabelecer limites máximos para atendimento entre três e 21 dias.
Os prazos serão estabelecidos por instrução normativa a ser publicada na semana que vem, após a reunião do conselho deliberativo da agência. Segundo o diretor de Normas e Habilitação de Produtos da ANS, Alfredo Cardoso, os limites devem começar a valer em 1º de março para que as operadoras tenham tempo de adaptar suas estruturas. A empresa que descumprir os limites estabelecidos será enquadrada como tendo um problema de assistência e terá que explicar o motivo do descumprimento. Além disso, terá que apresentar projeto que solucione o problema.
Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) - que recentemente fez pesquisa na qual 88% dos entrevistados queixavam-se de dificuldades para marcar consultas e exames - a iniciativa é saudável. O Idec destaca, porém, que a melhora no atendimento também passa pelo estabelecimento de padrões de qualidade e melhor distribuição de rede credenciada. (Diário Online, com informações da AG)
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