A contribuição previdenciária é pesada para quem recebe menos de dois salários mínimos, avalia a pesquisadora Maria Paula Santos, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Segundo a especialista, a rotatividade no emprego pode deixar pessoas desprotegidas do sistema público de aposentadoria e auxílios trabalhistas.
Pesquisa divulgada pelo Ministério da Previdência Social, nesta semana, mostra que a cobertura previdenciária atingiu, em 2009, seu maior patamar desde 1992, abrangendo 66,9% da população economicamente ativa (de 16 a 59 anos).
O crescimento do mercado formal aumenta o número de contribuições e o aumento do salário mínimo aumenta o valor das contribuições, melhorando a receita previdenciária. Ambos têm efeitos positivos, portanto. Contudo, ainda temos milhões de trabalhadores sem carteira assinada. Alguns deles (cerca de 18%) pagam a previdência como “autônomos”. Os autônomos podem contribuir com duas alíquotas: 20% do salário mínimo (ou de qualquer outro valor que eles escolham, até o limite de R$ 3.400,00), ou de 11% do salário mínimo. (Folhapress)
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