A apreciação do real seguiu mesmo após o encerramento da operação de capitalização da Petrobras, preocupando o governo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem (04) uma medida para tentar conter esse movimento: o aumento da alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incidente em operações de estrangeiros no mercado de renda fixa brasileiro.
A alíquota passa de 2% para 4% a partir de amanhã, (06) mas não se aplica ao capital estrangeiro em Bolsa de Valores (que segue em 2%), aos investimentos de brasileiros em renda fixa (não tributados com IOF) e aos investimentos estrangeiros diretos.
Segundo Mantega, o fato de o Brasil ter uma taxa de juros ainda bastante elevada em comparação com outros países torna as aplicações em renda fixa muito atrativas para os investidores externos.
Ontem, o dólar comercial fechou em alta de 0,65%, cotado a R$ 1,692. Segundo o ministro, a expectativa do governo era de que, encerrado o processo de capitalização da Petrobras, que atraiu grande interesse estrangeiro, o movimento de valorização do real reduziria o fôlego.
Contudo, não foi o que ocorreu. Segundo dados do Banco Central, de janeiro a agosto deste ano, os investimentos em renda fixa no país já somam US$ 12 bilhões. No mesmo período do ano passado, esse valor havia atingido US$ 3,4 bilhões.
De acordo com Mantega, a medida tem como intenção reduzir o prejuízo aos exportadores brasileiros.
Na última semana de setembro, por exemplo, a balança comercial registrou deficit, em decorrência da entrada muito forte de produtos importados. No mês passado, as importações atingiram US$ 17,74 bilhões e bateram recorde histórico. (Folhapress)
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