Pessoas que tiveram relações sexuais desprotegidas e correm o risco de se infectarem com o vírus HIV poderão a partir de agora tomar medicamentos antirretrovirais como forma de prevenção. A medida consta de um novo documento lançado ontem pelo Ministério da Saúde chamado Consenso Terapêutico.
Até agora, o uso preventivo dos antirretrovirais era indicado apenas em casos de violência sexual ou para médicos e outros profissionais de saúde que tiveram contato com sangue de paciente soropositivo. Agora, vale para quem teve uma relação sem camisinha ou em que o preservativo estourou.
Em entrevista coletiva, o assessor técnico do Departamento de DST e Aids, Ronaldo Hallal, afirmou diversas vezes que a medida só deve ser adotada em casos excepcionais e que o método de prevenção mais adequado continua sendo o preservativo, porque é mais seguro e porque os medicamentos têm uma série de
efeitos colaterais.
Para ter acesso aos antirretrovirais como forma de prevenção, a pessoa deve procurar um dos 700 centros de referência no tratamento de HIV e Aids em até 72 horas após a relação sexual desprotegida - o ideal é que sejam duas horas. O tratamento dura 28 dias. (Folhapress)
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