A informalidade no mercado de trabalho foi um dos principais problemas apontados por sindicalistas e empresários a ser enfrentado pelo próximo presidente. O economista da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Fábio Bentes, disse que o país já avançou muito na tentativa de reverter esse quadro, mas há alguns setores nos quais ela persiste.
“Determinados setores como o agrícola e o de serviços, a informalidade ainda é muito grande. Então, formalizar o trabalhador que está nesse mercado, colocar mais trabalhadores formais no mercado é certamente um desafio importante”, disse.
Ele afirmou, ainda, que, para reduzir a informalidade, será preciso dar incentivos tanto aos trabalhadores como aos empresários. Bentes disse que, para os trabalhadores, o emprego formal traz uma série de benefícios fornecidos pelo Estado. Para o empresário, a vantagem do trabalhador formalizado é que ele é normalmente mais qualificado. Ele, no entanto, admite que o custo de contratação de um trabalhador ainda é muito alto.
“O custo de contratação é muito alto e os encargos na folha de pagamento são muito altos. O governo vai ter que, de alguma forma, tentar reduzir esses encargos para que se tenha uma contratação mais fácil e a manutenção dos empregos formais seja mais sustentável no longo prazo”, explicou. (Agência Brasil)
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