A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou ontem (11) ao Comando Nacional dos Bancários uma nova proposta, que inclui um reajuste de 7,5% -o que representa aumento de 3,1% acima da inflação- para quem ganha até R$ 5.250.
Para salários superiores a esse patamar, a proposta prevê um fixo de R$ 393,75 ou reajuste de 4,29%, equivalente à inflação do período -o que for maior. Anteriormente, eram 6,5% de reajuste para quem ganha até R$ 4.100 e um valor fixo de R$ 266,50 para os demais.
Os novos pisos salariais, se a proposta da Fenaban for aceita, vão de R$ 748,59 para R$ 870,84 na portaria e de R$ 1.074,46 para R$ 1.250,00 no escritório, o que inclui caixas.
A proposta também melhora a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) para 90% do salário mais R$ 1.100,80, limitado ao teto de R$ 7.181.
O comando se reunirá para avaliar as propostas dos bancos e definir orientações para as assembleias que serão realizadas nesta quarta-feira em todo o país.
A paralisação entra hoje no 14º dia de greve nacional da categoria. Os sindicatos informaram que 8.278 agências não funcionaram na sexta-feira -42% das 19,8 mil que existem no país. Em São Paulo, 667 agências fecharam na capital e em mais 16 municípios, segundo a categoria. O balanço de ontem ainda não foi divulgado.
ALTERNATIVAS
Os clientes que tiverem dificuldades em pagar contas nas agências devido à greve dos bancários podem recorrer aos canais de atendimento remoto, como os caixas eletrônicos e os correspondentes não bancários como casas lotéricas, farmácias, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.
Para quem tem acesso, os bancos ainda oferecem o serviço na internet. Para localizar uma agência ou posto de atendimento bancário em qualquer ponto do país, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disponibiliza em seu site na internet uma ferramenta de busca e localização de endereços.
DEFESA
A Fundação Procon-SP alerta o consumidor para efetuar o pagamento de faturas, boletos bancários ou qualquer outra cobrança para não ser cobrado eventuais encargos e para que seu nome não seja enviado aos serviços de proteção ao crédito.
A recomendação da entidade é entrar em contato com as empresas e solicitar outros locais e formas para efetuar o pagamento. Caso não haja, o consumidor deve documentar a tentativa de quitar o débito, podendo até registrar uma reclamação junto ao Procon.
O entendimento é que o consumidor não pode ser prejudicado por problemas decorrentes da greve.(Folhapress)
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