Desde 1º de setembro de 2008 o mercado de câmbio brasileiro não via um preço para a moeda americana tão baixo como o de ontem, que “cumpriu” os prognósticos feitos na semana passada.
Analistas avaliam, no entanto, que o piso “psicológico” de R$ 1,65 deve enfrentar resistências daqui para frente. Anteriormente, os agentes financeiros já haviam mostrado reticências em romper o patamar de R$ 1,70, um preço mínimo que se manteve por cerca de dois anos.
Ontem, as cotações oscilaram entre o nível máximo de R$ 1,664 e o mínimo de R$ 1,653. No encerramento das operações, a moeda foi negociada por R$ 1,656, o que representa uma queda de 0,60% sobre a taxa final de segunda-feira.
Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,770 para venda e por R$ 1,600 para compra.
Entre as principais notícias do dia, o Banco Central informou que o fluxo de dólares para o país continuou forte, mesmo com a incidência de uma alíquota dobrada sobre aplicações em renda fixa por estrangeiros. O saldo cambial bateu a casa dos US$ 2,2 bilhões neste mês (até o dia 8).
No ano passado, considerando o mesmo período (os primeiros seis dias úteis do mês), o fluxo cambial estava positivo em US$ 2,611 bilhões.
Para conter essa enxurrada de dólares, as compras do BC também foram expressivas: a autoridade monetária adquiriu US$ 2,764 bilhões no mercado de dólar à vista somente neste mês (até o dia 8), quase o mesmo que as intervenções em todo o mês de agosto (US$ 3 bilhões). O mês de setembro foi atípico, devido à capitalização da Petrobras - o que atraiu um montante elevado de capital estrangeiro e obrigou o BC a intensificar suas ações no câmbio.
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas recuaram nos contratos de prazo mais longo. (Folhapress)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar