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Mercado prevê que Copom vai manter taxa de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) parece ter deixado muito pouco espaço para surpresas ou divergências em sua penúltima reunião deste ano. De acordo com todas as 63 instituições financeiras ouvidas pelo AE Projeções na quarta e

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) parece ter deixado muito pouco espaço para surpresas ou divergências em sua penúltima reunião deste ano. De acordo com todas as 63 instituições financeiras ouvidas pelo AE Projeções na quarta e na quinta-feira da semana passada, a autoridade monetária deverá anunciar nesta quarta-feira (20) a manutenção da taxa Selic em 10,75% ao ano. Não se via unanimidade entre os economistas desde o levantamento realizado pelo AE Projeções para o encontro de dezembro de 2009, quando as apostas também eram de manutenção, na época em 8,75%.
A expectativa de que a Selic não mudaria nas últimas reuniões do Copom em 2010 começou a crescer em meados deste ano, mas ganhou força sobretudo a partir do encontro mais recente, ocorrido em 31 de agosto e 1º de setembro. Nesse encontro, o BC contrariou uma parcela minoritária de analistas que ainda previam um aumento residual e deixou a Selic em 10,75%, interrompendo um ciclo que começou em abril e que totalizou dois pontos percentuais.
Depois, a ata dessa reunião e o relatório de inflação, divulgado no final do terceiro trimestre e no qual o BC traça, em linhas gerais, uma visão benigna com relação ao panorama inflacionário, consolidaram a visão de que o juro não deve mais mudar até 31 de dezembro.

INFLAÇÃO
Analistas reconhecem que a inflação segue pressionada, principalmente por alimentos e serviços, e que os sinais de atividade aquecida resistem, sustentados pela demanda interna vigorosa. Ainda assim, prevalece entre eles a avaliação de que o BC deverá optar pela cautela e não elevará o juro agora, tanto por causa do ambiente eleitoral incerto quanto pelo fato de que uma taxa básica mais alta impulsionaria ainda mais a apreciação do real, movimento que o governo vem tentando a todo custo combater.
Dessa maneira, as dúvidas concentram-se todas no ano que vem e multiplicam a variedade de prognósticos apresentados. Um número significativo de casas que preferem não arriscar nenhum palpite divide espaço com quem acredita na manutenção da Selic em 10,75% e com quem prevê alta para até 13% da taxa ao fim de 2011.

DÚVIDAS
Há até mesmo quem não descarte uma queda dos juros. Boa parte das dúvidas se deve à sucessão presidencial, para a qual as recentes pesquisas de intenção de voto vêm apontando um cenário crescentemente incerto. Mesmo que vença a candidata governista Dilma Rousseff, o BC poderá estar sob um novo comando, cujo perfil é uma incógnita. “O grau de incerteza cresceu bastante, não se sabe quem estará no governo”, comentou uma analista. (Agência Estado)

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