A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) entregou ontem ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, um documento em que o setor de cartões promete melhorar a qualidade dos serviços e se compromete a ser mais transparente com os clientes. Os bancos se comprometem a adotar três normas: não mandar cartão de crédito sem a solicitação do consumidor; entregar no ato da adesão do cliente um contrato claro e objetivo, com sumário executivo sobre as regras do cartão; e sinalizar de forma clara na fatura as taxas de juros cobradas, principalmente no crédito rotativo.
O governo também vem pressionando o setor pelo lado das tarifas cobradas dos clientes. O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve se reunir no fim deste mês para discutir mudanças nas taxas do setor de cartões. Segundo o presidente da Abecs, Paulo Caffarelli, as atuais 45 tarifas devem cair para cerca de 10 ou 15. O executivo prevê que os bancos demorarão seis meses para se adaptarem às novas regras. O objetivo do governo é padronizar as tarifas, para permitir que elas sejam comparáveis entre os bancos, assim como ocorreu nos serviços bancários. (Agência Estado)
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