Mais três mortes pela superbactéria KPC foram confirmadas pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (DF), fazendo o número de óbitos subir de 15 para 18. De janeiro até 15 de outubro, foram registradas 183 pessoas portadoras da bactéria, das quais 46 tiveram infecção.
De acordo com a secretaria, 61 pacientes seguem internados em hospitais públicos e privados. No Hospital de Base de Brasília, os casos de infecção são de doentes graves da terapia intensiva, da neurocirurgia ou politraumatizados. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já confirmou casos da superbactéria em São Paulo e no Paraná.
Para conter o avanço da superbactéria, o governo do DF anunciou que vai gastar cerca de R$ 10 milhões para a compra, em caráter emergencial, sem licitação, de materiais médicos. O estoque de insumos hospitalares será reabastecido até o final de semana, informou a secretaria. Em nota, a Secretaria de Saúde alega que, após a incidência da bactéria KPC, "houve uma demanda maior por produtos descartáveis e de higiene, o que levou ao desabastecimento do estoque antes que o novo lote de produtos fosse adquirido". Também diz que a falta de material deve-se à suspensão de licitações pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), "que encontrou inconsistências no modelo padrão de edital utilizado".
O órgão reconhece problemas em "todos os hospitais da rede pública" e diz que "procura atender todas as recomendações feitas" nos relatórios do Comitê Gestor de Enfrentamento da KPC. A Secretaria de Saúde informou que cirurgias seguem sendo feitas nos hospitais. Pacientes com suspeita da doença estão sendo cuidados por um grupo reservado de profissionais e as medidas de vigilância foram reforçadas. (Agência Estado)
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