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Justiça abre processo contra 64 fraudadores

A Justiça Federal abriu oito processos contra 64 pessoas acusadas de participar de um esquema de fraude do concurso de agente da Polícia Federal (PF) realizado em 13 de setembro de 2009. Os processos foram abertos no último dia 4, quando a 3ª. Vara Federa

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A Justiça Federal abriu oito processos contra 64 pessoas acusadas de participar de um esquema de fraude do concurso de agente da Polícia Federal (PF) realizado em 13 de setembro de 2009. Os processos foram abertos no último dia 4, quando a 3ª. Vara Federal de Santos recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), decorrente da Operação Tormenta.
Realizada pela própria PF, a Operação Tormenta investiga uma quadrilha que há anos fraudava diferentes concursos públicos. Em 12 de agosto, a Justiça aceitou a primeira denúncia desencadeada pela operação e abriu um processo contra 37 pessoas envolvidas na fraude à segunda fase do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) realizado em 28 de fevereiro de 2010.
De acordo com o MPF, o mesmo grupo é responsável por ambas as fraudes e por isso alguns réus desse processo já estão presos, como o advogado Antonio Di Lucca, de 71 anos, e a psicopedagoga Mirtes Ferreira dos Santos, de 57 anos, casal acusado de liderar a quadrilha.

REPRODUÇÃO
No caso da fraude do exame da PF, o Ministério Público explica que o policial rodoviário federal Maurício Toshikatsu Iyda, da 6ª Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal, teria reproduzido um caderno de prova em São Paulo e entregue no mesmo dia, provavelmente em Campinas, a Lucca e Mirtes. O “serviço” do policial, segundo o MPF, seria em retribuição ao fato de sua irmã e mais dois amigos terem se beneficiado de respostas fornecidas pelo casal no concurso da Anac de julho de 2009, outra fraude também investigada pela Operação Tormenta.
Com a prova em mãos, Lucca e Mirtes pediram a correção aos advogados Antonio Luiz Baptista Filho e Nilton Moreno. (Agência Estado)

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