A comissão brasileira terá uma atuação com foco diferente da anterior na próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-16), em Cancún, no México, entre 29 de novembro e 10 dezembro deste ano. Segundo a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Branca Bastos Americano, o Brasil vai buscar acordos graduais para ajudar na formação de uma economia mundial de baixa emissão de carbono. Após a frustração do ano passado na Dinamarca, o País não vai mais pressionar para que outros países assumam compromissos legais para redução das emissões de gás carbônico (CO2).
FRUSTRAÇÃO
“A expectativa era grande na COP-15 em Copenhague e a frustração também foi grande”, disse ontem (28) a secretária, no seminário sobre o tema na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), na capital paulista. Em Cancún, segundo Branca, o “pacote ideal” seria definir uma segunda etapa com metas mais aprofundadas para os países desenvolvidos no âmbito do Protocolo de Kyoto. Na primeira etapa deste protocolo, os países desenvolvidos tinham a obrigação de reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa em ao menos 5,2% em relação aos níveis de 1990 no período entre 2008 e 2012.
A secretária também defendeu “aumentar um pouco mais” o nível de participação dos países em desenvolvimento nas iniciativas de redução das emissões, além de buscar o envolvimento dos Estados Unidos, que nunca ratificaram o Protocolo de Kyoto. “O Japão e os países da Europa não vão aceitar aprofundar os compromissos de Kyoto sem que os Estados Unidos se comprometam mais, e sem que os emergentes, especialmente a China, tenham um envolvimento maior”, afirmou Branca. (Agência Estado)
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