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Todas as religiões têm rituais para o fim da vida

Apesar da chuva, cerca de 4 mil pessoas assistiram às três missas campais rezadas na manhã do Dia de Finados no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília. A previsão era de que 800 mil pessoas visitassem os seis cemitérios do Distrito Federal até o final

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Apesar da chuva, cerca de 4 mil pessoas assistiram às três missas campais rezadas na manhã do Dia de Finados no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília. A previsão era de que 800 mil pessoas visitassem os seis cemitérios do Distrito Federal até o final do dia. Para o coordenador da Comissão de Finados da Arquidiocese Metropolitana de Brasília, Haroldo Amaral, as pessoas vão às missas para relembrar os parentes e amigos falecidos. “Os católicos têm esperança de que eles serão reencontrados na vida eterna. Se não fosse essa fé, a vida não teria mais sentido para muitas pessoas”.

A ORIGEM

O Dia de Finados tem origem no cristianismo e é celebrado oficialmente pela Igreja Católica desde o século 10. A data marca a assimilação da fé católica pelos brasileiros, uma das matrizes da cultura nacional. “É uma especificidade da liturgia católica, que tem a crença da ressurreição”, explica a antropóloga Lara Amorim, professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). “O hinduísmo e o budismo, por exemplo, sempre fazem culto aos antepassados, mas não há uma data específica como Finados para isso”, lembra.

Segundo ela, todas as religiões têm ritos fúnebres para o fim da vida. “Não é necessariamente um culto, mas um ritual que dá significado a alguma coisa diferente do cotidiano. A morte é um momento de quebra e os ritos dão significado a isso”. A visão de ruptura varia com a “cosmologia” de cada cultura, diz ao se referir às diferentes percepções que fundamentam as explicações sobre a vida. “Essas ideias de purgatório e paraíso, por exemplo, não existem para a umbanda e o candomblé”.
Lara Amorim assinala as diferenças entre o catolicismo e a cultura indígena. (Agência Brasil)

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