A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou hoje (05) que foram afastados os comandantes do 50º Batalhão da Polícia Militar (PM), onde estão lotados os agentes suspeitos de matarem Emerson Heida, de 28 anos, e Edson Edney da Silva, de 27, após abordagem policial na zona sul da capital paulista, em setembro. Sofreram a punição o comandante do batalhão, o tenente-coronel Edinaldo Sirino dos Santos, e o capitão da Companhia de Força Tática, Henrique Mota Neves.
A dupla foi vista pela última vez em uma abordagem policial em Cidade Dutra, também na zona sul. Na data do desaparecimento, 10 de setembro, Emerson pegou emprestado o carro da sogra para levar seu irmão Anderson, de 26 anos, até o trabalho, em São Bernardo, acompanhado do amigo Edson. Segundo familiares, Emerson não tinha habilitação para dirigir e o veículo estava com o licenciamento atrasado, mas decidiu ajudar o irmão recém-contratado.
No início da noite, Emerson deixou o irmão no ponto de ônibus do Largo do Rio Bonito, no bairro do Socorro, e pegou o retorno para voltar para casa. Anderson contou que entrou no ônibus e, de dentro do coletivo, viu Emerson e Edson parados no cruzamento das Avenidas Robert Kennedy e Professor Papini. Ambos estavam fora do carro, com as mãos para trás e conversando com PMs. Emerson não estava armado e não tem passagem pela polícia. Já Edson, segundo a esposa Patrícia Cândido de Paula, já cumpriu dois anos de prisão por roubo. (Agência Estado)
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