A audiência das testemunhas de defesa dos acusados pela suposta morte de Eliza Samudio segue tumultuada na tarde desta sexta-feira. Durante o julgamento, a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, da Comarca de Contagem, acusou os advogados de fazerem defesa em bloco. Segundo a magistrada, todos os defensores dos réus usam os mesmos argumentos para defender seus clientes.
Os advogados que atuam a favor do goleiro Bruno Fernandes e de mais oito réus no processo alegam que a juíza está contra os réus. Durante as oitivas desta tarde, os defensores fizeram 19 novos requerimentos, dos quais a juíza aceitou apenas dois.
Marixa negou, entre outros pedidos, o adiamento dos interrogatórios dos réus, marcado para os dias 8, 9 e 10 deste mês e também vetou a possibilidade de que os delegados da Polícia Civil responsáveis pelo caso fossem ouvidos. O pedido foi feito depois que Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, alegou que tivesse sido torturado durante o inquérito.
Entre as concessões, a magistrada garantiu aos advogados acesso às provas do processo e permitiu também que eles mostrem o material aos réus.
Agressão
Ainda durante o julgamento, dois fotógrafos foram agredidos pelo goleiro Bruno. O caso aconteceu no momento em que o ex-amante de Eliza deixou a sala de audiência para ir ao banheiro.
Nesta audiência, a Justiça mineira permitiu que repórteres e fotógrafos tivessem acesso ao local do julgamento durante cinco minutos. No momento, a juíza ouve o investigador Civil Marcelo da Mata, o primeiro a atender uma denúncia sobre o suposto homicídio de Eliza.
O caso
Nove acusados respondem na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Entre os acusados está Bruno, ex-goleiro do Flamengo e também ex-amante de Eliza. Um adolescente de 17 anos está apreendido.
Entre os acusados, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Todos negam o crime, e, se condenados, podem receber penas de mais de 30 anos.
Eliza tentava provar na Justiça que Bruno era pai de seu filho recém-nascido. Ela teria sido vista pela última vez em uma propriedade do atleta, em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte.
(Eband)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar