O ministro da Educação, Fernando Haddad, declarou, em entrevista concedida nesta segunda-feira, que o ministério vai recorrer da decisão da Justiça do Ceará, que suspendeu em caráter liminar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A decisão foi divulgada nesta tarde e tem efeito em todo o Brasil.
De acordo com o chefe da pasta, o governo não pretende anular o exame e nem repetir as provas aplicadas no dia 6. Segundo Haddad, "houve relato de 21 mil provas com erro gráfico, mas havia 370 mil provas sobressalentes, para substituição”, declarou.
O ministro também afirmou que o exame teve baixa taxa de abstenção e os "relatos de má orientação sobre troca de cabeçalhos foram poucos”. O MEC (Ministério da Educação) reconheceu falhas no exame e informou que vai enviar à Justiça Federal no Ceará esclarecimentos sobre a metodologia que será usada na reaplicação da prova aos estudantes prejudicados pelo erro de impressão nos cadernos de cor amarela.
Metodologia
O ministro Haddad afirmou ainda a metodologia usada na prova impede que os alunos tenham sido prejudicados. De acordo com o ministério, a TRI (Teoria de Resposta ao Item) assegura as condições de igualdade entre os participantes, mesmo que eles façam provas diferentes.
A TRI é aplicada no Enem desde o ano passado e permite que diferentes edições da prova tenham o mesmo grau de dificuldade. As questões são pré-testadas e ganham um peso que varia de acordo com o desempenho dos estudantes. Itens com alto percentual de acerto ganham peso menor e aqueles que poucos alunos acertam ganham mais peso.
Erros
Vinte e um mil cadernos amarelos de prova apresentaram erro de montagem e não continham todas as 90 questões aplicadas no sábado.
Caso seja necessário reaplicar a avaliação do primeiro dia do Enem para os estudantes prejudicados pelo erro de impressão dos cadernos de prova amarelos, as datas mais prováveis são o último final de semana de novembro ou o primeiro de dezembro. (Eband)
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