O MPE-SE (Ministério Público Eleitoral de Sergipe) pediu à Justiça Eleitoral a cassação do diploma de Marcelo Déda (PT), governador reeleito no Estado, e de seu vice, Jackson Barreto (PMDB), cujos mandatos terminam em dezembro. A acusação é de uso da máquina pública em benefício próprio para promover a reeleição ao governo de Sergipe, que se concretizou em primeiro turno no último dia 3 de outubro.
Segundo o ministério, Déda e Barreto usaram a residência oficial do governo, em maio, a fim de promover um almoço para cerca de 300 pessoas. O objetivo era anunciar a candidatura à reeleição e pedir o apoio de aliados e lideranças. Outro fato contestado pelo MPE é de o almoço ter sido custeado com verbas públicas, além de servidores e secretários de Estado terem trabalhado na organização do evento.
Em setembro, o TSE (Tribunal Superior Eleleitoral) decidiu manter o governador no cargo após julgar uma ação que pedia a cassação de Déda, também por uso da máquina pública para promover sua candidatura nas eleições de 2006, quando Déda, então prefeito de Aracaju discursou, em ano eleitoral, em sete shows patrocinados pela prefeitura.
Para os ministros, os fatos não tiveram potencial para interferir na eleição do candidato petista ao governo. (Eband)
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