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Brasil tem recorde de policiais em missões de paz

Há 20 anos que o Brasil não enviava tantos policiais para fazer parte das operações de paz da Organição das Nações Unidas (ONU). São 31 policiais, entre eles três são mulheres, de todas as partes de do país. “Desde os anos 90 que o Brasil não enviava tant

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Há 20 anos que o Brasil não enviava tantos policiais para fazer parte das operações de paz da Organição das Nações Unidas (ONU). São 31 policiais, entre eles três são mulheres, de todas as partes de do país. “Desde os anos 90 que o Brasil não enviava tantos policiais para fazerem parte de missões da ONU. Este momento é muito importante”, diz Eduarda Hamann, sub-coordenadora de Operações de Paz do Viva Rio.

Os policiais começaram a ser integrados às missões de paz das Nações Unidas na década de 1970, mas sua presença só cresceu em número mesmo partir dos anos 1990.

“Há 30 anos, ser enviado em tropas da ONU para missões de paz significava proteger zonas neutras em áreas de conflito. Mas após as tragédias na Somália, Ruanda e Bósnia, a ONU começou a reconhecer a natureza dos problemas de segurança de outra forma. Hoje, suas missões em zonas de conflito também dão apoio a processos eleitorais, conferem estabilidade, defendem a garantia dos direitos humanos e treinam forças policiais locais”, enumera Eduarda.

Após o salto no número de militares brasileiros distribuídos em missões da ONU na metade de 2004, que a atuação brasileira em missões de paz cresceu de forma expressiva. Este ano, o número de militares e policiais dobrou.

A participação de novos brasileiros faz parte de uma onda latino-americana de contribuições para missões da ONU durante os últimos dez anos. O número de militares de todo o mundo na ONU cresceu 283% e a região que mais participou deste foi a América Latina, que passou de 753 para 7.523 militares, um crescimento de 999%.

A maioria dos governos dos países latino-americanos não inclui a distribuição de policiais ou de unidades policiais em sua política internacional. A falta de vontade política pode ser um desses fatores.

Segundo esses policias brasileiros, missões como essas, fora do Brasil, são muito relevantes, de valorização e que são sempre bem recebidos nessa missões de paz. “Você passa a enxergar as coisas de uma perspectiva diferente", diz o capitão da Polícia Militar do Distrito Federal Sérgio Carrera.

O capitão Fabrício Silva Bassalo, da Polícia Militar do Pará, que esteve no Haiti em 2009 e voltou para o Brasil na véspera do terremoto, diz que eles são treinados para qualquer tipo de situação e devem estar preparados sempre. “A ONU respeita os policiais brasileiros. Um dos meus superiores já me disse que policiais são como ‘doutores de guerra’, estão sempre prontos para qualquer coisa", disse Bassalo. (DOL, com informações da Comnidade Segura)

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