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Goiás lidera ranking de tráfico de pessoas no País

O Estado de Goiás ocupa a primeira posição do ranking nacional de tráfico de pessoas, atividade que submete suas vítimas a cárcere privado, exploração sexual, consumo de drogas, ameaças, trabalho escravo e venda de órgãos humanos. De acordo com dados d

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O Estado de Goiás ocupa a primeira posição do ranking nacional de tráfico de pessoas, atividade que submete suas vítimas a cárcere privado, exploração sexual, consumo de drogas, ameaças, trabalho escravo e venda de órgãos humanos. De acordo com dados de inquéritos apurados pela Polícia Federal, com uma população sete vezes menor que a de São Paulo, o Estado goiano foi responsável, nesta década, por 140 (18,6%) dos 750 casos registrados em todo o País nesse período.

O Estado de São Paulo ocupa a segunda posição, com 96 inquéritos (12,8%), seguido por Minas Gerais com 72 casos (6%), Rio de Janeiro, com 53 (7%), e Pernambuco com 35 (4,6%).

De acordo com o coordenador da unidade de governança e Justiça do Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crime (UNODC) para o Brasil e Cone Sul, Rodrigo Vitória, o tráfico de pessoas atinge 2,5 milhões pessoas em todo o mundo. "Esse é o segundo negócio mais lucrativo do mundo, movimenta US$ 32 bilhões por ano, só perde para o tráfico de drogas".

Para o coordenador de enfrentamento ao trafico de pessoas do Ministério da Justiça, Ricardo Lins, os números registrados em Goiás apontam a existência de uma rede de tráfico de pessoas na região, mas também são resultado da ação integrada entre a polícia e o Ministério Público no combate a esse crime.

"Os dados evidenciam que, em Goiás, a Polícia Federal está atuando em conjunto com o Ministério Público Federal, investigando denuncias feitas pela sociedade. O fenômeno de Goiás aponta a incidência de tráfico de pessoas para fins de trabalho forçado, com finalidade de exploração econômica e sexual", explica.

De acordo com a secretária geral do Grupo de Pesquisa sobre Tráfico de Pessoas, Violência e Exploração Sexual de Mulheres, Crianças e Adolescente (Violes), da Universidade de Brasília (UNB), Fátima Leal, pesquisas apontam focos de exploração sexual em 930 cidades. "A Pestraf (Pesquisa Sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual), que faz levantamentos desde 2002, apontou a incidência de tráfico de crianças, adolescentes e adultos em 242 rotas (no Brasil)". Dados mais recentes só devem estar disponíveis no ano que vem.

As ações de combate a esse tipo de crime são recentes e ainda não existe uma rede integrada de informações que possa dar uma amplitude mais exata da situação.

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