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Dilma decidiu não manter os mesmos aliados

A duas semanas do anúncio final dos futuros ministros no governo de Dilma Rousseff, as lideranças de partidos aliados estão inquietas com o “leilão” que está sendo feito sobre suas atuais pastas. Os principais alvos de cobiça são os ministérios hoje c

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A duas semanas do anúncio final dos futuros ministros no governo de Dilma Rousseff, as lideranças de partidos aliados estão inquietas com o “leilão” que está sendo feito sobre suas atuais pastas. Os principais alvos de cobiça são os ministérios hoje comandados pelo PMDB e PP. As preocupações dos aliados cresceram depois que a presidente eleita, Dilma Rousseff, decidiu não manter nos ministérios os mesmos aliados. “Essa ideia de que cada um fica onde está não vinga. Esse é o primeiro ano do governo Dilma e ela está montando seu ministério”, afirma o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

No xadrez político da Esplanada dos Ministérios, o PMDB é o partido que corre o risco de perder mais espaço. As pastas das Comunicações e da Integração Nacional, hoje nas mãos de peemedebistas, poderão ficar com o PT e o PSB, respectivamente. Em contrapartida, o Ministério das Cidades, atualmente com PP, poderá ir para o ex-governador Moreira Franco, do PMDB.

Enquanto os ministérios hoje nas mãos de partidos aliados entram nas negociações para compor o novo governo, o mesmo não ocorre com as pastas comandadas por petistas. Segundo uma liderança do PMDB, Dilma e seus assessores “só falam em alta rotatividade em ministérios ocupados por partidos aliados, e ninguém fala em rotatividade nos 17 ministérios do PT”. “Por enquanto está cinco a zero”, diz, referindo-se as nomeações e escolhas feitas até agora por Dilma.

Para a Previdência, por exemplo, Dilma Rousseff cogita pôr o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, do PT. “Eu tive um convite genérico”, confirmou Pimentel, que saiu derrotado das urnas na disputa por uma vaga ao Senado.

Os peemedebistas já avisaram Dilma Rousseff que a manutenção de Nelson Jobim à frente do Ministério da Defesa não será uma indicação partidária. Henrique Meireles, atual presidente do Banco Central, também não será considerado da cota do PMDB, caso venha a ocupar um cargo no futuro governo. Os peemedebistas esperam ficar com, pelo menos, cinco pastas no governo Dilma. Hoje, o partido comanda seis ministérios, além do Banco Central.

Esta semana, Dilma Rousseff vai anunciar oficialmente os nomes de Antonio Palocci para a pasta da Casa Civil e Gilberto Carvalho para assumir a chefia da Secretaria Geral da Presidência da República. Alexandre Padilha deverá ser confirmado à frente do Ministério da Articulação Política. Também deverão ser definidos os novos ministros das Relações Exteriores - o mais cotado é o embaixador Antonio Patriota - e da Defesa. Passados 28 dias da eleição, Dilma anunciou oficialmente até agora a manutenção de Guido Mantega, na pasta da Fazenda, e a ida de Miriam Belchior para o Planejamento, e Alexandre Tombini, único técnico apartidário, para a presidência do Banco Central. (AE)

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