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Lula apoia permanência de Haddad no MEC

Em uma cerimônia planejada para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva praticamente fez um pedido público para que o ministro seja mantido na pasta. Depois de uma sequência de elogios a ele, Lula começou a dizer, p

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Em uma cerimônia planejada para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva praticamente fez um pedido público para que o ministro seja mantido na pasta. Depois de uma sequência de elogios a ele, Lula começou a dizer, para uma plateia que claramente pedia a permanência de Haddad com aplausos seguidos, que não poderia indicar ministro, mas com um sorriso que desmentia suas palavras.

"Eu estou aqui dizendo que eu não posso indicar ministro, não posso...Se eu pudesse pedir uma vaga ia pedir para mim. Como eu não posso...", brincou. "Mas eu acho que a Dilma vai surpreender positivamente. Em todas as áreas", afirmou.

Logo depois, Lula voltou ao tema. "Não cabe a mim indicar ministro. Vocês sabem que sou defensor da ideia de que ela tem que montar um ministério com sua cara e sua semelhança. Ela tem que escolher o ministério que ela queira porque essa coisa é complicada. Se você monta um time de futebol e não comanda os jogadores, jogador derruba técnico. Ministro é fácil de colocar. Para tirar é duro", afirmou.

Haddad já é considerado nome certo para o ministério de Dilma. Apesar de ter tido atritos com a presidente eleita, o relacionamento de ambos sempre foi bom e Dilma tem dito que gosta do ministro da Educação. Mais do que isso, Lula teria pedido à sucessora que mantivesse Haddad.

O presidente dedicou boa parte do discurso a comentários sobre Dilma. Afirmou ter certeza de que ela está apta a fazer mais e melhor do que ele. "Nós elegemos a Dilma para ela fazer mais e melhor. Além daquilo que falta para a gente, ela tem que fazer muito mais até porque ela participou de tudo que fizemos, conhece o que fizemos. Ela sabe e tem o mesmo compromisso", afirmou.

"Ela tem a mesma necessidade que eu tinha de provar que um metalúrgico podia governar esse País, a mesma. Eu tinha que provar todo dia, e ela também tem que provar que mulher tem competência. O preconceito contra ela foi mais forte que o preconceito contra mim em 2002 e 2006. Eu não pensei que ainda existisse com tanta força essa doença chamada preconceito. É uma mistura de raiva, de ódio, de incompetência, uma coisa muito pesada. E pensei que no século 21 as pessoas tivessem se modernizado, mas não compreenderam que o papel da mulher é além daquele que a gente está acostumado." (AE)

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