O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou hoje (25) uma nota em que manifesta preocupação sobre o processo sucessório na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O receio é de que com novas indicações aumente ainda mais o peso de pessoas ligadas às empresas na agência. Dos cinco cargos de diretoria, dois estão vagos: o de diretor de gestão e de desenvolvimento setorial.
Dos três diretores hoje em atuação, dois deles - o presidente Maurício Ceschin e Leandro Reis Tavares - já trabalharam no setor de saúde suplementar. Algo que, para alguns analistas, pode em tese colocar em risco a imparcialidade das decisões. "Novos diretores têm de estar comprometidos com a saúde, com prestação de serviço de qualidade e não com esse ou aquele grupo", afirmou o vice-presidente do CFM, Aluísio Tibiriçá.
Endereçada à presidente eleita, Dilma Rousseff, ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e a parlamentares, a carta afirma ser indispensável que sejam indicados nomes de pessoas com reconhecida idoneidade moral e ética. "Esse cuidado garantirá a independência nas decisões do órgão e a ausência de conflitos de interesses", consta no texto.
A manifestação ocorre em meio a um conflito entre médicos e operadoras de saúde. Hoje, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular iniciou uma campanha para melhorar a remuneração de médicos ligados a operadoras de saúde. A categoria deu prazo de 60 dias, contados a partir do dia 1º, para que o reajuste seja decidido. Caso contrário, ameaça entrar em greve. Iniciativas semelhantes já foram feitas por cardiologistas, pediatras, anestesistas e ginecologistas. As informações são do Sidesspa.
(DOL)
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