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Brasil e Bolívia assinam acordo sobre fronteira

Os governos do Brasil e Bolívia firmaram ontem (29), em reunião bilateral, compromisso de construir um plano conjunto de combate aos crimes de fronteira, sobretudo o tráfico de drogas e de armas e o roubo de veículos. As bases do acordo serão definida

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Os governos do Brasil e Bolívia firmaram ontem (29), em reunião bilateral, compromisso de construir um plano conjunto de combate aos crimes de fronteira, sobretudo o tráfico de drogas e de armas e o roubo de veículos. As bases do acordo serão definidas em reuniões, ao longo de dezembro, que também terão a presença de representante do governo do Peru. Mais de 80% da cocaína e da pasta base de coca que chegam ao Brasil entram no País pela fronteira seca de mais de 3 mil quilômetros com os dois países, quase totalmente desguarnecida.

O plano envolve ações de inteligência e operações conjuntas dos dois lados da fronteira. Para tanto, a Polícia Federal brasileira vai ceder aos bolivianos um laboratório de combate à lavagem de dinheiro (LAB) e permitir o acesso compartilhado dos veículos aéreos não tripulados (Vant), que o País adquiriu de Israel. Técnicos bolivianos serão treinados no Brasil para receber e processar as informações do Vant e também para operar o LAB.

As medidas foram acertadas em reunião entre o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto e o ministro de Governo da Bolívia, Sacha Llorenty. A ideia, segundo Barreto, é construir um plano sul-americano de combate ao crime organizado, sob a chancela da Organização dos Estados Americanos (OEA) ou da Unasul, organismo criado para atender especificamente a região. “Um dos focos centrais será o combate às drogas, problema que aflige a todos”, disse ele.

REFLEXOS

Segundo o ministro a ação conjunta de combate ao narcotráfico terá reflexos não só sobre o Rio, mas em todos os grandes centros brasileiros, vítimas do mesmo flagelo. Idêntica cooperação já foi discutida com Argentina, Uruguai e Paraguai e agora avança com Bolívia e Peru. “É impossível o patrulhamento físico de mais de 17 mil quilômetros de fronteira”, observou Barreto. “Isso só se consegue com o uso de tecnologias inteligentes e estratégias comuns”, enfatizou.

Barreto informou também que das 50 vagas adicionais nos presídios federais de segurança máxima oferecidas ao Rio, 20 foram ocupadas por traficantes capturados durante a tomada do Complexo do Alemão. (AE)

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