Diante das falhas no atendimento na rede pública, o desafio das empresas de seguros de saúde é oferecer produtos a preços mais acessíveis, atraindo um número maior de clientes. Hoje, segundo a Associação Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 44 milhões de brasileiros são atendidos por planos de assistência médica, e outros 13,6 milhões são detentores de serviços odontológicos. Trata-se de um mercado formado por 1.452 operadoras e que movimentou R$ 65,4 bilhões em 2009.
Segundo a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), o crescimento comparado do setor entre junho de 2010 e junho de 2009 foi de mais de 7%. Os prognósticos seguem bons, mas as empresas precisam ser criativas.
A oferta de serviços diferenciados é uma meta da Bradesco Saúde, com 3 milhões de segurados e um faturamento de US$ 5,3 bilhões em 2009. Focada em planos coletivos, a seguradora tem nas empresas de pequeno e médio porte a principal apostar. Para atrair os pequenos empresários, a seguradora aposta em produtos como o Bradesco Saúde Perfil, pelo qual os segurados têm atendimento apenas nas regiões metropolitanas em que vivem. Com isso, a redução de custos em relação à cobertura nacional chega a 30%, barateando os preços.
O cuidado com as empresas faz sentido, já que 73,1% dos beneficiários no Brasil estão em seguros de saúde coletivos. A taxa geral de cobertura de saúde no país é de 23% da população, com maior penetração nas regiões Sudeste e Sul. Ainda segundo a agência, o setor é dominado por poucas operadoras: 90% dos beneficiários são clientes de 358 empresas das 1.452 que formam o mercado. Segundo a FenaSaúde, as duas maiores da área são Bradesco Saúde e Sul América.
(As informações são do Sindesspa)
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