O Ministério da Justiça e a Agência Nacional do Cinema (Ancine) lançaram hoje (2), na Cinemateca Brasileira, quatro filmes educativos que serão exibidos nos cinemas de todo o país, antes das produções em cartaz, para reforçar a campanha nacional de combate à pirataria de audiovisuais. A mensagem destaca a importância da participação da sociedade no combate a esse delito. Os cantores Claudia Leitte e Rogério Flausino, entre outros artistas, participam da campanha, que dá ênfase ao respeito à originalidade do povo brasileiro e à defesa dos direitos autoriais.
Segundo o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, o combate à pirataria é um exercício de cidadania. Por trás dos filmes, assinalou, há uma indústria que se movimenta com milhares de brasileiros. Por causa da pirataria, acrescentou, o setor vem reduzindo o número de empregos e fechando salas de cinema em todo o país. Por isso, destacou Barreto, é preciso reforçar a repressão a esse crime e, ao mesmo tempo, educar o cidadão.
“Recordes de apreensão são batidos a cada ano no país. A repressão é necessária, mas não é suficiente”, disse o ministro. “É preciso combater a oferta atacando também a demanda. Para tanto, é necessário sensibilizar os brasileiros para aquilo que é correto. Se eu não consigo comprar esse bem, posso ter acesso a ele no cinema, na locadora e nas TVs a cabo e aberta. De alguma forma, esse bem será acessível sem a necessidade de produtos piratas.”
De acordo com o presidente da Ancine, Manoel Rangel Neto, nos últimos cinco anos o percentual de consumidores de DVDs piratas caiu, por causa da expansão do mercado consumidor brasileiro. Ou seja, mesmo com o crescimento do consumo de produtos piratas, houve aumento na venda de DVDs legais. “Isso mostra que havendo condições, renda e acesso facilitado, o brasileiro prefere consumir o produto legal.”
Durante o evento de divulgação dos filmes, foi assinado um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Justiça, o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), a Ancine e a Polícia Federal para dar continuidade às ações educativas e repressivas contra a pirataria. A primeira parceria, com duração de um ano, foi assinada no ano passado. A cooperação estabelecida hoje tem validade de cinco anos. O convênio prevê a troca de informações e operações articuladas para desmontar os grupos que pirateiam filmes. (Agência Brasil)
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