O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, reconheceu nesta quinta-feira que se precipitou ao anunciar o nome do secretário de Saúde do Estado, Sérgio Côrtes, como futuro ministro no governo da presidenta eleita, Dilma Rousseff. Cabral fez o anúncio na última terça-feira (30), mas ontem a presidenta eleita afirmou que não havia feito o convite oficial a Côrtes.
Cabral está na capital argentina para acompanhar a instalação da primeira UPA (Unidade de Pronto-Atendimento 24 horas) na cidade, que tem como modelo as existentes no Rio de Janeiro.
O governador relatou que, em conversa com Dilma na segunda-feira (30), na Granja do Torto, em Brasília, ela manifestou o desejo de ter o secretário de Saúde em seu governo. “Mas eu me precipitei”, completou Cabral. “Eu errei por ter me empolgado, mas daí a formalizar um convite há uma diferença. Quem anuncia ministro é a presidente da República ou alguém delegado por ela. Eu cometi esse erro e peço desculpas por ele. Foi uma deselegância, já conversei com a presidente eleita por telefone e o episódio está superado.”
Cabral disse que acabou se precipitando por considerar Sérgio Côrtes o melhor técnico de saúde pública do Brasil. Perguntado se o episódio prejudicaria uma possível indicação do secretário para comandar o Ministério da Saúde, o governador afirmou que não falará mais sobre o assunto. “Ela [a presidenta eleita] não formalizou o convite. Essa é uma escolha técnica e ela mesma frisou que a saúde tem que entrar [no governo] num conceito técnico de gestão.” (eBAND)
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