O número de casos de aids voltou a crescer no País. Em 2009 foram contabilizados 38.538 pacientes com diagnóstico da infecção, 1.073 a mais do que o que havia sido registrado em 2008, quando 37.465 pessoas tiveram a doença confirmada. O indicador é o mais alto registrado na década. Comparado com 2000, o número de casos novos subiu 22%.
O avanço da aids ocorre com mais fôlego entre homens e população mais jovem. Dados do boletim epidemiológico divulgado ontem mostram que o número de casos a cada 100 mil habitantes, entre homens, passou de 24,2 para 25 no período 2008-2009. Entre mulheres, a mesma taxa ficou inalterada: 15,5. Na última década, houve redução de 44,4% nos casos de transmissão de Aids da gestante para o bebê.
Entre os jovens do sexo masculino na faixa etária de 13 a 19 anos, 26,8% dos casos de aids ocorre entre homossexuais e 10,2% entre bissexuais. Um estudo da Fiocruz com 35 mil jovens na faixa etária de 17 a 20 anos que fizeram alistamento militar mostra que, em cinco anos, a prevalência de HIV nessa população passou de 0,09% para 0,12%.
A prevalência da doença na população em geral é de 0,6%. No entanto, entre homens que fazem sexo com homens (gays ou bissexuais), usuários de drogas e profissionais do sexo o índice é maior: 5%. Embora o risco seja maior para alguns grupos, Greco não concorda com a ideia, apresentada pelo Programa Estadual de DST Aids de São Paulo, de vo ltar a falar sobre grupos com risco acrescido para doença.
(As informações são do Sindesspa)
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