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Lula diz que aprendeu a governar fazendo aliança

Em seus últimos dias no Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que aprendeu a governar não apenas com as pessoas próximas. Em discurso para prefeitos e governadores no Palácio do Planalto, ele ressaltou que a sucessora, Dilma Rousseff, tam

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Em seus últimos dias no Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que aprendeu a governar não apenas com as pessoas próximas. Em discurso para prefeitos e governadores no Palácio do Planalto, ele ressaltou que a sucessora, Dilma Rousseff, também aprendeu a “lição”. “Ganhar a Presidência da República não dá direito de só colocar os teus no governo”, afirmou. “A grandeza não é atender os teus, é atender os outros sem perguntar para onde vão.”

As declarações do presidente foram feitas num discurso de improviso numa solenidade para anunciar novas liberações de verbas para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Ele destacou a importância de parcerias também com prefeitos e governadores oposicionistas. “A lição que fica de tudo isso é o jeito republicano de governar: só se dá quando tem mente aberta”, disse. “Apenas respeitar que mesmo que você não goste, (o outro) foi eleito tão democraticamente quanto aquele que você gosta, é assim que a Dilma vai governar.”

Ao assumir em 2003, Lula colocou 13 petistas no primeiro escalão do governo, que ficou conhecido como “ministério dos derrotados”, numa alusão aos amigos e personalidades do PT que tinham perdido as eleições para governos estaduais ou que estavam sem trabalho. Dos amigos próximos do presidente, poucos sobreviveram às crises política e de gestão do governo.

Assessores do governo observam que Lula não teve “sorte” na nomeação de amigos pessoais, que tiveram baixo desempenho em suas funções, como Paulo Vannucchi (atual secretário de Direitos Humanos), José Graziano (ex-ministro de Segurança Alimentar) e Frei Betto (assessor especial).

Foi após os escândalos Waldomiro Diniz, em 2004, e do mensalão, em 2005, que Lula se aproximou do PMDB e de tradicionais adversários para garantir apoio no Congresso. No segundo mandato, o PMDB ficou com cinco ministérios. O presidente entregou a pasta de Minas e Energia, então comandada por Dilma Rousseff, para o grupo do senador José Sarney. (AE)

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