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Confronto de jovens com polícia foi forjado

Dois rapazes baleados em um suposto tiroteio com um policial rodoviário em São Paulo foram condenados e passaram cinco meses presos. Entretanto, o Jornal da Band teve acesso a depoimentos e laudos que comprovam que o confronto foi forjado e as vítimas est

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Dois rapazes baleados em um suposto tiroteio com um policial rodoviário em São Paulo foram condenados e passaram cinco meses presos. Entretanto, o Jornal da Band teve acesso a depoimentos e laudos que comprovam que o confronto foi forjado e as vítimas estavam desarmadas.

Um eletricista foi atingido por três tiros de pistola semi-automática. O amigo dele, Elder Fernando de Oliveira, foi baleado quatro vezes, também pelas costas. Era noite e eles estavam em uma moto na rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo ao sul do país, quando um homem em uma motocicleta chegou e disse apenas uma frase comum entre bandidos.

Com medo, o rapaz que pilotava a moto acelerou, mas caiu metros à frente após ser ferido. Mesmo baleado, Elder entrou em uma casa para pedir ajuda, quando os rapazes descobriram que tinham sido confundidos com ladrões por um policial rodoviário.

Os tiros foram disparados pelo policial Ricardo Peixoto que, segundo testemunhas, teve ajuda do colega Antônio Baccaro Júnior para impedir que as vítimas fossem rapidamente socorridas. Além disso, montaram uma cena para simular uma suposta troca de tiros. Um policial rodoviário que trabalhou na ocorrência e aceitou falar sob anonimato garante que os jovens estavam desarmados.

Outro colega de farda dos acusados foi à Polícia Federal para denunciá-los e disse que Peixoto ligou para várias pessoas atrás de uma arma ilegal para culpar os jovens. O suposto revólver dos rapazes apareceu nove horas depois, na manhã do dia seguinte, quando a ocorrência foi registrada.

Um exame residuográfico ao qual o Jornal da Band teve acesso mostra que não havia vestígios de pólvora nas mãos dos rapazes. Mesmo com o depoimento de sete testemunhas de defesa e do exame residugráfico, os rapazes foram condenados por porte de arma e ficaram presos cinco meses. Já os policiais suspeitos de forjarem o flagrante sequer foram investigados. Ainda com muito medo, a outra vítima não quis gravar entrevista.

A Superintendência da Polícia Rodoviária Federal de São Paulo disse que os policiais não são mais investigados porque não havia provas suficientes contra eles, mas fatos novos podem reabrir a apuração. Esta não foi a primeira vez que os policiais foram alvo de acusações. No ano passado, Peixoto e Baccaro foram denunciados por usar motos da corporação sem as placas. (eband)

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