A auxiliar de enfermagem Catia Aragaki foi indiciada nesta quarta-feira por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) em função da morte da garota de 12 anos Stephanie Teixeira, na madrugada de sábado, que estava internada no Hospital Municipal São Luiz Gonzaga. A auxiliar teria injetado vaselina no lugar do soro destinado à adolescente. Seu advogado negou negligência e disse que o material estava em um armário que deveria conter apenas soros. Catia chegou ao 73° DP (Jaçanã) por volta das 15h30, e seu depoimento terminou por volta das 18h30.
"Ela aplicou vaselina numa total inconsciência sobre o líquido, o produto existente e o vasilhame", disse o advogado Roberto Gama. Segundo ele, as diagramações das etiquetas eram idênticas e a auxiliar foi induzida ao erro, apesar de ter cumprido todos os procedimentos sob sua responsabilidade.
O pai de Stephanie Teixeira disse que a filha foi internada por volta das 15h de sexta-feira com dores abdominais, diarreia e vômito e que, de acordo com a ficha de evolução clínica, foi ministrada solução de vaselina líquida em sua corrente sanguínea, o que agravou seu estado de saúde. A garota foi transferida às 21h30 para a Santa Casa de São Paulo e morreu às 0h20 de sábado.
Após a morte, o hospital afirmou que pretende usar rótulos ou vidros diferentes para evitar que as duas substâncias sejam confundidas. Conforme a Secretaria Estadual de Saúde, não existe uma norma que determine a padronização das embalagens, mas todas precisam estar rotuladas. A vaselina é usada superficialmente para tratar queimaduras na pele, enquanto o soro serve para reidratação, e é injetado. Stephanie recebeu cerca de 50 ml de vaselina na veia. (Terra)
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