Fábio Gonçalves
Jornal dos Concursos & Empregos
Sou testemunha de que, nos últimos meses, milhares de pessoas se empenharam para conquistar uma vaga nos Correios, uma das instituições públicas mais tradicionais do país. No entanto, o processo seletivo se viu no meio de problemas de organização, que acabaram sendo alvo da Justiça.
Nos últimos dias, os Correios publicaram no Diário Oficial da União o extrato de um novo edital de concurso público para substituir o anterior. Este concurso inicial foi aberto no final de 2009 e previa o preenchimento de nada menos que 6.565 vagas em todo o país. No entanto, acabou suspenso pela Justiça Federal em outubro.
Essa decisão, embora necessária para a transparência do processo, ainda deixou dúvidas quando ao número total de vagas oferecidas, embora circule informações de que podem chegar a algo em torno de 10 mil para quem tem nível médio nas diretorias regionais de todo o país.
Certo é que muitos candidatos pensaram em desistir. É natural que isso ocorra quando nos dedicamos demais e não vemos o resultado, quase sempre por uma necessidade imediatista, acontecer. Por outro lado, a marcação de um novo processo seletivo pode representar algum tempo a mais para o candidato estudar – até porque nem todos começaram em 2009! - e a possibilidade de correção de erros cometidos no processo anterior pela banca organizadora. Embora não seja o ideal, quando o concurso envolve um processo complexo como o dos Correios, podem, sim, acontecer falhas. O importante é corrigi-las a tempo de não prejudicar os candidatos. E isso está acontecendo.
Para recordar o caso, a prova acabou adiada por conta de uma decisão da 5ª Vara da Justiça Federal de Brasília, em outubro, que determinou a suspensão do processo de contratação da Fundação Cesgranrio, banca organizadora. Só que, no dia 24 de novembro, a Justiça Federal em Brasília acatou o recurso dos Correios e manteve o contrato com a instituição. Como o novo processo ainda carece de uma série de definições, bom mesmo é ir tocando o barco para não perder o foco.
A nova seleção deve ser interpretada como uma prova – sem trocadilho - de que os Correios estão mesmo dispostos a acertar equívocos do passado. Claro que o ideal é que problemas não ocorram ao longo da preparação do aluno, mas sem dúvida é melhor surgirem agora do que serem alvo de brigas judiciais depois das provas, quando o desgaste do candidato acaba sendo muito maior.
Transparência é fundamental em qualquer concurso público e esse parece ser o caminho tomado. Ao candidato que já vinha se preparando há meses, ou até mesmo há mais de um ano, aconselho que não esmoreça. Imagine que alcançou um nível de conhecimento que muitos não conseguiram, resultado de um esforço que outros tantos não quiseram ou não puderam empreender. Então, conhecimento acumulado é para qualquer concurso, é coisa que não se esquece. Vejamos o rumo que o concurso vai tomar, nos próximos dias, e seguir em frente. Se novas adaptações no roteiro de estudos forem necessárias, fazer o quê? Desistir? Mas logo agora? Claro que não!
Para quem ainda pensa em começar a estudar, o ideal é se apressar para recuperar o tempo perdido. Inicie imediatamente pelas disciplinas básicas. Caso já tenha algum domínio destas, como português, busque provas anteriores, mesmo que ainda a banca esteja indefinida. Converse com professores, eles poderão dar orientações precisas sobre tópicos que deverão ser cobrados. Analise o conteúdo do edital e dê o pontapé inicial a partir dele. Apesar dos tumultos no processo seletivo, há inúmeras disciplinas que serão cobradas também desta vez.
Vale lembrar que teremos um excelente número de vagas, como mencionei anteriormente, dando a oportunidade para milhares de pessoas que não têm nível superior ou até mesmo estão aposentadas. Portanto, enquanto aguardamos os próximos passos, mãos à obra! Não desanime, não perca essa chance, principalmente você, que esperou tanto tempo por esse concurso. No dia da sua posse, lembre-se de tudo o que eu lhe disse hoje e bons estudos!
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