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Relatora diz que não conhecia instituto

A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) divulgou nota em que afirma desconhecer o Instituto de Pesquisa e Ação Modular (Ipam), presidido por Liane Maria Muhlenberg, sua assessora no Senado. “Desconhecia a entidade, bem como desconhecia a posição desta servi

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A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) divulgou nota em que afirma desconhecer o Instituto de Pesquisa e Ação Modular (Ipam), presidido por Liane Maria Muhlenberg, sua assessora no Senado. “Desconhecia a entidade, bem como desconhecia a posição desta servidora dentro da entidade”, disse a senadora. O Ipam conseguiu R$ 4,7 milhões em convênios com o governo sem precisar de licitação. No processo para aprovar a liberação do dinheiro, a assessora assinou uma declaração falsa de que não trabalha no Senado.

Serys confirmou que a assessora já foi exonerada do cargo. “Se existirem irregularidades por parte desta entidade ou desta funcionária, elas devem ser analisadas pelo Tribunal de Contas e órgãos competentes”, disse. “Informo que nunca apresentei emendas e não fiz nenhuma gestão para liberação de recursos para este instituto”, ressaltou.

O dinheiro, oriundo de emendas de parlamentares do PT, é destinado a shows e eventos culturais. O jornal O Estado de S. Paulo analisou nove convênios da entidade com o governo. Liane entregou aos Ministérios do Turismo e da Cultura uma declaração, com data de 2 de março de 2010, em que afirma que os dirigentes do Ipam, incluindo ela, “não são membros dos Poderes Executivo, Legislativo”. Em entrevista à reportagem, Liane admitiu que assinou o documento com a falsa informação.

“Foi uma irresponsabilidade minha. Uma desatenção, um equívoco”, disse. No dia 9 de agosto deste ano ela foi transferida do gabinete de Serys para a segunda vice-presidência do Senado, dirigida pela petista.

A senadora Serys assumiu na semana passada a relatoria do projeto de lei do Orçamento de 2011. Foi escolhida em razão da renúncia do ex-relator Gim Argello (PTB-DF), que entregou a função depois de uma série de reportagens mostrando ligações de emendas orçamentárias dele com institutos fantasmas e empresas em nome de laranjas. (AE)

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