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25% das famílias na linha de pobreza têm veículo

Quase um quarto das famílias brasileiras com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa – consideradas na linha de pobreza – possuem veículo próprio, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos dados da Pesquisa Naciona

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Quase um quarto das famílias brasileiras com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa – consideradas na linha de pobreza – possuem veículo próprio, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad).

Na faixa de pobreza extrema, com renda de até um quarto de salário mínimo per capita, 17,7% das famílias possuem carro ou moto.

“Fazendo a análise de posse de veículos privados por faixa de renda, verifica-se que até mesmo nas camadas mais baixas uma pequena parcela da população está tendo acesso a eles”, diz o Ipea em nota.

Considerando todas as faixas de renda, 47% dos domicílios brasileiros dispunham de automóvel e/ou motocicleta em 2009, ante 45,2% no ano anterior. O automóvel continua sendo o principal veículo de posse das famílias – em torno de 38% dos lares há registro de posse desse veículo. Já as motocicletas estão presentes em cerca de 15% dos lares brasileiros.

Na área urbana, a posse de automóvel é quase o dobro da encontrada na área rural. Por outro lado, na área rural a posse de motocicletas pelos moradores dos domicílios apresenta um percentual muito superior ao observado nas áreas urbanas.

Tempo de percurso

Das pessoas que se deslocam diariamente entre casa e trabalho, 68% gastam menos de 30 minutos nesse percurso, de acordo com o Ipea. Cerca de 10% gastam mais de uma hora com o deslocamento.

O tempo gasto é maior nos municípios das regiões metropolitanas: no Rio de Janeiro, 56,1% gastam mais de 30 minutos no percurso; em São Paulo, esse percentual é de 55,6%.

“Como era de se esperar, Rio de Janeiro e São Paulo apresentam os menores percentuais de trabalhadores que realizam viagens casa-trabalho com tempo de deslocamentos curto em função do tamanho dessas metrópoles e maior complexidade dos seus sistemas de mobilidade urbana”, diz o instituto. As informações são do G1. (DOL)

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