O empresário Thales Maioline, acusado de dar um golpe milionário em mais de duas mil pessoas em diversas cidades brasileiras, prestou depoimento novamente nesta terça-feira (14) à polícia, mas se recusou a falar com a imprensa na saída do Departamento de Investigações de Crime contra o Patrimônio. De acordo com os delegados Islande Batista e Ancelmo Gusmão, Maioline assumiu sozinho a autoria dos crimes.
O acusado negou a participação de familiares e sócios no golpe. Entretanto, os delegados responsáveis pelas investigações disseram que todos os suspeitos de envolvimento serão ouvidos e os acusados irão pagar pelo crime.
O processo que investiga o golpe milionário já tem 32 volumes. Até o momento, 350 vítimas foram ouvidas em cartório.
Maioline se entregou á polícia no último domingo, após passar 140 dias foragido. Ele é acusado de desviar mais de R$ 80 milhões que eram aplicados em uma espécie de consórcio, que prometia lucros acima do mercado. Cada pessoa investia no mínimo R$ 2,5 mil. O rendimento prometido era de cerca de 5% ao mês.
Todos os bens do ex-financista estão bloqueados pela Justiça, mas segundo a defesa, são insuficientes para pagar todos os investidores lesados. Maioline permanece detido no Ceresp São Cristóvão, em Belo Horizonte, até próxima quinta-feira. Até lá a Justiça deve decidir se prorroga a prisão temporária do suspeito.
Maioline é acusado de estelionato, uso de documento falso, falsificação de documento público, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Caso seja condenado, pode pegar a partir de 12 anos de prisão.
(eBand)
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