Ao fazer um balanço das ações na área da saúde do atual governo na quinta-feira (16) o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lamentou o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e não ter implantado as fundações de direito privado para administrar hospitais e institutos públicos. "Nós íamos ter R$ 24 bilhões ao longo desses quatro anos, não tivemos", disse.
Segundo ele, a extinção da CPMF, "impediu que hoje estivéssemos apresentando números muito melhores". No mesmo ano em que se tornou titular da pasta, 2007, o Congresso Nacional acabou com o imposto, em que parte dos recursos eram destinados para o financiamento de programas de saúde.
Sobre as fundações, Temporão disse ter enfrentado resistência. Entidades ligadas ao setor foram contra a ideia e o projeto não passou pelo Congresso. "Embora tenhamos avançado em alguns Estados, tive dificuldade em implantar nos institutos nacionais e hospitais do Rio de Janeiro", disse.
O ministro também lamentou a demora na aprovação do projeto que proíbe fumódromos em ambientes fechados em todo o País. A proposta já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Temporão apontou melhorias em indicadores de saúde e citou como exemplo a queda na taxa da mortalidade infantil, como pontos fortes de sua administração. Para ele, melhorar a gestão e buscar fontes de financiamento para o Sistema Único da Saúde (SUS) são os grandes desafios da presidente eleita Dilma Rousseff.
(As informações são do Sindesspa)
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