O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a rebater nesta segunda-feira as críticas à interferência do Brasil na defesa da política nuclear do Irã, quando conversou com o presidente Mahmud Armadinejad sobre enriquecimento de urânio. Lula disse que, poucos dias antes de conversar com o presidente iraniano, recebeu uma carta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que apresentou algumas condições.
Durante as negociações, segundo Lula, Armadinejad teria dito que estava disposto a sentar à mesa de negociação com a Comissão de Genebra. “As condições aceitas pelo Armadinejad eram exatamente as mesmas propostas pelo Obama. Mesmo assim, os países do Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas] resolveram punir o Irã”, disse Lula. “Era preciso punir o Irã porque Brasil e Turquia tinham se metido numa seara que não era considerada de país emergente, mas apenas do Conselho de Segurança [das Nações Unidas]”, completou.
Ao participar de cerimônia de apresentação de generais recém-promovidos, Lula falou também que não haverá paz no Oriente Médio “enquanto os Estados Unidos forem os tutores da paz”, disse. “É preciso distensionar a mesa de negociação”, comentou. Para Lula, o Conselho de Segurança da ONU não pode ser “um clube de amigos”, mas sim, uma “instituição ativa”, da qual façam parte outros países. (eBAND)
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