Um levantamento concluído hoje pela Coordenação da Defesa Civil do Rio de Janeiro mostra que as chuvas já deixaram, entre 24 de dezembro e madrugada de ontem, 1.038 desalojados e 328 desabrigados no Estado. No entanto, de acordo com autarquia, a maioria dos atingidos já retornou para suas casas.
Em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, onde três crianças morreram soterradas na madrugada de ontem, 65 pessoas ficaram desalojadas - as que podem contar com ajuda de vizinhos e familiares - e 23 desabrigadas - as que perderam tudo e precisam dos abrigos públicos. Na vizinha Teresópolis, 139 ainda estão desalojadas.
A chuva continuou hoje nas cidades serranas, mas com fraca intensidade. A prefeitura de Petrópolis manteve o estado de prontidão dos órgãos públicos. Hoje, 46 ocorrências foram registradas pela Defesa Civil Municipal. Os locais mais atingidos foram os distritos da Posse, Itaipava, Araras e os bairros centrais do Bingen e Mosela.
Em Araras, distrito onde ocorreu a tragédia com as crianças, cerca de 10 mil pessoas continuavam sem energia elétrica durante a tarde. Um abrigo foi montado na Creche Vista Alegre, próxima ao local do acidente, para receber os moradores que não têm local definido para ficar após o deslizamento da barreira, que matou as crianças.
Em outras regiões do Estado, a situação também preocupa as autoridades. No noroeste fluminense, em Bom Jesus de Itabapoana, onde o rio que corta a cidade transbordou, 101 moradores estão desalojados e 125 desabrigados. Na cidade de Santo Antônio de Pádua, 70 estão desalojados e 20 desabrigados. No município de Italva, 67 continuam desalojados e nove desabrigados.
Natividade tem 68 desalojados e 14 desabrigados. Em Cambuci, 39 pessoas estão desalojadas. No norte fluminense, a cidade de Cardoso Moreira concentra o maior número de desabrigados e desalojados, com 244 pessoas impossibilitadas de voltar para suas casas. Em Campos dos Goytacazes, 185 estão desalojados e 137 desabrigados. A cidade de São Francisco de Itabapoana contabiliza 60 desalojados.
(Agência Estado)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar