Bairros rurais de Itapetininga (SP) estavam isolados hoje em consequência das chuvas intensas que atingem o município. O rio Itapetininga subiu até cinco metros em alguns pontos, deixando submersos pastos e lavouras. No bairro do Porto, na margem do rio, dezenas de casas e ranchos de pesca ficaram sob as águas.
Alguns imóveis estavam apenas com o telhado fora da água, que atingia também a copa das árvores. De acordo com a prefeitura, as casas foram construídas em área ambiental, a menos de 50 metros das margens do rio. Donos de fazendas na região tiveram de remover o gado para evitar que fosse arrastado pela enchente.
Na área urbana, a Defesa Civil identificou 60 famílias em áreas de risco. As casas foram construídas em terrenos irregulares, à margem de córregos ou em áreas de preservação permanente. A prefeitura, que já transferiu 71 famílias para projetos habitacionais nos últimos anos, enfrenta a resistência desses moradores em deixar as casas.
Em Lençóis Paulista, no centro-oeste do Estado, moradores continuavam em estado de alerta um dia depois da enchente que inundou a região central da cidade. Pelo menos 30 pessoas continuavam em abrigos. Com as chuvas que voltaram a cair hoje, aumentou o risco de rompimento nas barragens que represam córregos ao redor da cidade.
Algumas represas sofreram erosões. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, José Antonio Marise, a prefeitura abriu sangrias nos reservatórios na tentativa de reduzir o volume de água. O rio Lençóis, que corta a cidade, continuava com o nível elevado, mas sem transbordar.
(Agência Estado)
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