Na areia da praia o som dos atabaques do candomblé, na manhã desta quarta-feira, abriu o ritual de um dia especial para os baianos. Há 88 anos, a colônia dos pescadores do Rio Vermelho em Salvador começou a tradição de oferecer presentes à Iemanjá em troca de fartura na pesca. Hoje uma multidão de todas as idades é quem pede paz e prosperidade.
A consciência ambiental também começa a surgir em uma festa que, por reverenciar o mar, tem tudo a ver com a natureza. Há cada vez mais gente empenhada em fazer com que as oferendas trazidas na praia causem o menor dano possível à vida marinha.
Os presentes são reunidos nos barcos dos pescadores e lançados no mar perto da praia. Neste ano o presente principal, uma concha, demorou a chegar e saiu com atraso para ser oferecido à rainha do mar. Um imprevisto que não ofusca o brilho da manifestação de respeito ao que é mais sagrado. (eBAND)
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