A megaoperação da Polícia Militar conseguiu, em cerca de duas horas, concluir a ocupação de nove comunidades na região do Complexo de São Carlos, no Rio de Janeiro. Cerca de 700 policiais estavam envolvidos na ação.
“A luta é do cidadão de bem contra o crime. Tenho certeza que daqui nós podemos levar essas ações para outros estados e, quem sabe, diminuir o índice de criminalidade”, afirmou o secretário de segurança pública do Rio, José Mariano Beltrame, em entrevista coletiva na manhã deste domingo.
Reunido com os comandantes das polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária e da Marinha, o secretário comentou o êxito da operação com planejamento. De acordo com o comandante-geral da PM, Mário Sérgio Duarte, “houve uma grande preparação para que a ação tivesse, em tempo e espaço anteriormente pensados, sucesso”.
Já, segundo o delegado Harold Espínola, da Polícia Civil, o papel da população é o mais importante a partir de agora. “Contamos com a colaboração nessa segunda fase para que a comunidade aponte os lugares onde os traficantes se escondem para que a paz chegue à sociedade”, explicou.
Prisão de traficantes
Perguntado a respeito da migração de traficantes perigosos para comunidades vizinhas e esconderijos, Beltrame afirmou que esta é uma fase em que é necessário seguir um planejamento: “Prefiro saber que a polícia chegou ao local sem o confronto direto do que custando a morte de um inocente”.
Segundo ele, já há uma previsão de onde esses criminosos estão e das rotas de fuga de cada um. No entanto, “não serão informados esses locais para não expor a estratégia da corporação”.
Bandeira hasteada
Os policiais militares hastearam, por volta das 9h deste domingo, uma bandeira da corporação em frente à quadra de esportes do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. A iniciativa teve o objetivo de apontar o sucesso da operação, que ocupou os morros dos Complexos de Santa Teresa e de São Carlos.
A polícia vai ficar no local por tempo indeterminado e a expectativa é que as três UPPs sejam inauguradas durante este ano. De acordo com o secretário de segurança pública, uma bandeira brasileira também deve ser hasteada nas comunidades.
(eBand)
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