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Médicos que atendem por planos de saúde pretendem parar os atendimentos de rotina e as cirurgias eletivas (agendadas) no dia 7 de abril. A categoria reivindica reajuste dos honorários pagos pelas operadoras e contratos com previsão de aumentos periódicos.
segunda-feira, 21/02/2011, 19:57
- Atualizado 25/04/2019, 20:38
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Médicos que atendem por planos de saúde pretendem parar os atendimentos de rotina e as cirurgias eletivas (agendadas) no dia 7 de abril. A categoria reivindica reajuste dos honorários pagos pelas operadoras e contratos com previsão de aumentos periódicos.
A data do protesto foi acertada na última sexta-feira (18) pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A manifestação ocorrerá no Dia Mundial da Saúde e deverá durar 24 horas.
Segundo entidades médicas, um profissional recebe, em média, de R$ 35 a R$ 45 por consulta, e o custo operacional estimado é de R$ 20. A categoria defende o valor de R$ 100 por consulta, conforme o presidente da Fenam, Cid Carvalhaes. “O motivo do protesto é a falta de condições de trabalho”, afirmou.
O reajuste proposto tem como base a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), tabela de mercado com valores de honorários, elaborada pela entidades médicas.
“Muitos médicos não querem mais atender por planos de saúde. Não se sentem motivados a assumir os riscos de uma cirurgia, por exemplo”, disse Florisval Meinão, coordenador da Comissão de Consolidação e Defesa da CBHPM, da Associação Médica Brasileira. Segundo o Meinão, o reajuste dos honorários concedido por alguns planos de saúde foi 40% inferior à inflação acumulada nos últimos anos.
Quanto à paralisação, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), representante das operadoras de planos de saúde, disse que tem buscado aprimorar o relacionamento com os médicos. “A FenaSaúde informa e esclarece que suas associadas buscam constantemente aperfeiçoar o relacionamento com os médicos, inclusive apresentando propostas concretas nos fóruns de debates”, afirmou, em nota.
Estima-se que 60% dos médicos do país, mais de 150 mil, prestam serviços por meio de planos de saúde. (Agência Brasil)21/02/2011 19:38 - FN/GR/POLÍCIA/RJ/MARTHA ROCHA
Martha afasta PMs cedidos para delegacias distritais
Por
A chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Martha Rocha, decidiu afastar todos os policiais militares cedidos para as delegacias distritais e especializadas. A decisão será publicada no Boletim Interno da instituição esta semana. Chamados de "adidos", vários PMs cedidos a delegacias foram presos na Operação Guilhotina, da Polícia Federal (PF), na semana passada, que também levou para a cadeia o ex-subchefe da Polícia Civil, Carlos Oliveira, e derrubou o então chefe da instituição, Allan Turnowski.
Policiais militares, agentes penitenciários e até bombeiros foram cedidos para cobrir o déficit de pessoal nas delegacias nos últimos anos. A assessoria de comunicação da Polícia Civil informou apenas que após um levantamento será possível informar o número total de adidos.
Em dezembro do ano passado, o secretário José Mariano Beltrame, por memorando, tentou devolver 50 PMs aos batalhões, mas 15 acabaram preservados nas delegacias. Um dos adidos era o cabo Aldo Leonardo Premori Ferrari, o Leo Ferrari. Lotado na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), ele estava sempre presente nas operações da delegacia especializada nas favelas cariocas.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio, o cabo formou uma quadrilha para vender armas para traficantes com os policiais civis Leonardo da Silva Tores, o Trovão, Flávio de Brito Meister, o Master, e Jorge do Prado Ramos, o Steve.
Segundo o MP, o grupo desviava armamentos apreendidos nas favelas controladas pela facção criminosa Comando Vermelho (CV) e vendia para os chefes do tráfico nos morros dominados pela quadrilha Amigos dos Amigos (ADA), principalmente Rocinha, em São Conrado (zona sul) e São Carlos, no Estácio (zona norte). Junto com os policiais civis, ele receberia a mesada de R$ 50 mil dos chefes do tráfico para avisar sobre operações policiais.
fonte: Agência Estado
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