A Dívida Pública Federal (DPF) (interna e externa) fechou o mês de janeiro em R$ 1,628 trilhão, com uma queda de R$ 65,04 bilhões em relação ao mês de dezembro. O recuo de 3,84% refletiu um resgate líquido de títulos de R$ 81,04 bilhões. Desse total, R$ 76,82 são referentes à Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) e R$ 4,23 bilhões da Dívida Pública Federal externa (DPFe).
Segundo dados do Tesouro Nacional, a DPFe fechou o mês de janeiro com baixa de R$ 3,60 bilhões, passando de R$ 90,10 bilhões em dezembro para R$ 86,49 bilhões em janeiro. O recuou de um mês para o outro foi de 4%.
Já a DPMFi caiu de R$ 1,603 trilhão em dezembro para R$ 1,542 trilhão em janeiro, com recuo de 3,83%, o equivalente a R$ 61,43 bilhões.
A parcela prefixada da DPF caiu de 36,63% em dezembro para 33,10% em janeiro. Essa participação está fora da banda estipulada no Plano Anual de Financiamento (PAF) para este indicador, que vai de 36% a 40%. Por outro lado, a parcela atrelada à taxa Selic, que agora vem sendo chamada pelo Tesouro de taxa flutuante, subiu de 31,59% para 33,54%. Esse patamar também está acima do teto máximo da banda estipulada no PAF, fixado entre 28% e 32%.
Os dados do Tesouro mostram ainda que a parcela fixada a índice de preço na DPF subiu de 26,64% para 28,19%, dentro do estipulado no PAF (26% a 29%). A participação de títulos atrelados à taxa de câmbio subiu de 5,14% para 5,17% e permanece dentro dos limites da banda do PAF, de 4% a 6%.
O impacto de juros no estoque da DPF contribuiu para um aumento no endividamento de R$ 16 bilhões em janeiro. Desse total, R$ 15,379 bilhões ocorreram na DPMFi e R$ 623,7 milhões, na DPFe.
A dívida de curto prazo da DPF, a vencer em 12 meses, subiu de 23,89% para 24,10% do total do estoque. Já o prazo médio da DPF passou de 3,51 anos para 3,69 anos.
Dívida interna
A DPMFi apresentou em janeiro uma queda de R$ 61,43 bilhões. Com o recuo, o estoque da dívida fechou o mês passado em R$ 1,542 trilhão, o equivalente a uma queda de 3,83% em relação a dezembro. Segundo dados divulgados pelo Tesouro, essa queda é decorrente de um mega resgate líquido de títulos (resgates menos emissões) de R$ 76,82 bilhões. O total de resgates de títulos da DPMFi foi de R$ 113,64 bilhões para um volume de emissões de R$ 36,82 bilhões.
Por outro lado, o impacto de juros no estoque da dívida em janeiro significou um aumento de R$ 15,37 bilhões.
Dados divulgados há pouco mostram que a parcela atrelada a títulos prefixados caiu de 37,93% em dezembro para 34,21% no mês passado. A parcela atrelada a índice de preços subiu de 28,14% para 29,77%. Já a participação de títulos atrelados à taxa Selic subiu de 33,36% para 35,42%. A fatia atrelada à taxa de câmbio subiu de 0,57% para 0,60% do total da dívida.
O prazo médio da dívida fechou o mês de janeiro em 3,54 anos ante 3,36 anos em dezembro. Já a parcela a vencer em 12 meses, "considerada dívida de curto prazo", teve um ligeiro aumento de 24,57% em dezembro para 24,81% em janeiro. (Agência Estado)
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