No Brasil, a cada oito meninos de 13 a 19 anos que são HIV positivo, dez meninas dessa faixa etária estão na mesma situação. Em alguns Estados, a situação é mais grave. Na Paraíba, por exemplo, havia quatro garotos e 15 meninas contaminados em 2009. No Rio, o registro foi de 54 garotas e 28 rapazes. No Paraná, 20 adolescentes do sexo feminino e 6 do sexo masculino. O fenômeno, que o Ministério da Saúde classifica de “feminização” da epidemia, levou o órgão a eleger meninas e jovens até 24 anos como foco da campanha de carnaval pelo uso de preservativos, pelo segundo ano consecutivo.
“Hoje a proporção de mulheres infectadas pelo HIV ultrapassou a de homens justamente na faixa etária de 13 a 19 anos. A nossa preocupação é que isso pode ampliar a feminização da epidemia. E a ideia da campanha é encorajar meninas, moças e jovens a pedir, na hora H, a camisinha”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que participou do lançamento da campanha na quadra da escola de samba Salgueiro, na zona norte do Rio.
A segunda etapa da campanha será para incentivar o teste de HIV, sífilis e hepatite B entre aqueles que não fizeram sexo seguro no carnaval. O próprio ministro fez o teste rápido, cujo resultado sai em 15 minutos. O ministério vai instalar tendas em locais com maior movimentação de foliões, para que eles possam fazer os exames. A estimativa do ministério é de que 630 mil pessoas sejam soropositivas. Dessas, 255 mil nunca fizeram o teste e desconhecem ser portadoras do vírus.
Padilha reconheceu que o lançamento da campanha ocorre a uma semana do carnaval, quando a festa já ganhou as ruas de muitas cidades, mas negou que tenha havido atraso e ressaltou que faz parte da estratégia do ministério divulgar o assunto no período mais próximo do carnaval.
Com o slogan “Sem camisinha não dá”, a campanha inclui propagandas em tevê, spots de rádio e outdoors.
SEXO NO CARNAVAL
A segunda etapa da campanha do ministério será para incentivar o teste de HIV, sífilis e hepatite B entre aqueles que não fizeram sexo seguro no carnaval. (Agência Estado)
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