Nem parecia a União da Ilha abatida pela destruição de seu barracão e sem dinheiro para refazer fantasias e alegorias. A escola desfilou orgulhosa de sua trajetória e comemorou os 58 anos de existência – comemorados nesta segunda-feira (7) – com determinação. Não houve dinheiro para refazer tripés – como o que representava o navio HMS Beagle, no enredo sobre a vida do naturalista Charles Darwin – e tampouco reconstituir fantasias.
A bateria, vestida de besouro, ganhou 70 integrantes com roupas bem mais simples (uma malha preta, com colete aveludado vermelho), que representavam baratinhas. Em alguns momentos, a criatividade compensou a falta de dinheiro – os adereços em espuma da ala que representava as células foram substituídos por balões de gás coloridos, num efeito bonito.
Os carros alegóricos, no entanto, não pareciam o de uma escola atingida pelo fogo há menos de um mês dos desfiles. Destacaram-se o que representava o arquipélago de Galápagos, com uma tartaruga com movimento, e a última alegoria, sobre a África, com uma leoa e seus filhotes.
Ao fim da apresentação, uma faixa simbolizava o espírito da escola: “União, eis o mistério da vida”. “Cumpri minha missão, graças a Deus. A Ilha é campeã, mesmo sendo ‘au concours’”, afirmou o carnavalesco Alex de Souza, depois da apresentação. (Agência Estado)
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