Uma menina de 11 anos ficou gravemente ferida em um acidente em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no último sábado. A criança passava o feriado no litoral norte catarinense e foi ferida enquanto passeava em um banana boat, que colidiu contra uma lancha.
O piloto da lancha, um juiz aposentado do Paraná, de 64 anos, foi ouvido nesta terça-feira pela capitania dos portos e negou a culpa no acidente. Segundo o delegado da Capitania dos Portos, Alexandre Malize, o homem disse que o piloto do banana boat fez uma manobra muito próxima à sua embarcação, e ele não conseguiu reagir a tempo.
O juiz se negou a fazer o teste do bafômetro e alegou ser diabético e hipertenso e que, por isso, não teria pulado na água para socorrer os feridos. No entanto, segundo as autoridades, o filho dele, que também estava na lancha, auxiliou as pessoas que estavam no brinquedo.
A Capitanaia dos Portos deve ouvir a versão do piloto do banana boat nos próximos dias. Na quinta-feira, devem também devem ser ouvidos os pais da menina ferida. A expectativa é a de que a investigação possa ser concluída em 90 dias.
A criança segue internada no Hospital Santa Inês, em Balneário Camboriú. Ela teve ferimentos nos braços, nas pernas e um corte profundo na região da virilha.
Acidentes no mar
Pelo menos dois acidentes entre lanchas e jet skis terminaram em morte neste ano. Em ambos os casos, os pilotos não prestaram ajuda aos feridos.
No Rio Grande do Norte, em janeiro, um jet ski invadiu a área de banhistas numa lagoa, atropelou e matou uma turista. Um vídeo mostra que o piloto se aproximou e, ao ver a mulher desmaiada, fugiu.
No mesmo mês, em Foz do Iguaçu, outra jovem que estava em um jet ski morreu após colidir com uma lancha. A universitária estaria na garupa do jet ski e foi resgatada por tripulantes da lancha. Mesmo socorrida na hora, a jovem não resistiu aos ferimentos. O acompanhante da jovem desapareceu no lago após a colisão das embarcações. (eBand)
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