O ministro Joaquim Barbosa, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta segunda-feira a abertura de um inquérito para apurar o caso da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF). O Supremo deferiu ainda as diligências requeridas pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, "diante da existência de indícios da prática de crime".
Gurgel pediu que a deputada seja ouvida e seja feita a avaliação do conteúdo do DVD onde Jaqueline aparece recebendo R$ 50 mil do delator do chamado “Mensalão do DEM”, Durval Barbosa. O ministro deu prazo de 30 dias para que a Polícia Federal realize as diligências.
O despacho diz que “o Procurador-Geral da República sustenta que a parlamentar, na condição de deputada distrital, teria recebido propina do então candidato a Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, ‘tendo em conta o compromisso de que Jaqueline Roriz não pediria votos a favor da coligação da candidata Maria de Lourdes Abadia, sua companheira de Partido’”.
Nesta segunda-feira, a deputada admitiu, por meio de nota, que recebeu recursos financeiros para a sua campanha a deputada distrital em 2006 do operador e delator do Mensalão do DEM, Durval Barbosa.
“Durante a campanha eleitoral de 2006 estive algumas vezes no escritório do senhor Durval Barbosa, a pedido dele, para receber recursos financeiros para a campanha distrital, que não foram devidamente contabilizados na prestação de contas”, divulgou a deputada. (eBand)
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