O proprietário do Tempra que atropelou dois ciclistas no domingo em Porto Alegre, não tem carteira de habilitação para dirigir e está em liberdade condicional. Ele já foi identificado pela polícia, mas ainda não está intimado para depor porque não foi encontrado nos endereços disponíveis. O delegado Gilberto Montenegro, responsável pelo inquérito, admite que falta esclarecer se o automóvel estava sendo conduzido por seu dono ou por outro motorista.
O atropelamento ocorreu na Avenida Assis Brasil, uma das mais movimentadas da zona norte da capital gaúcha. Os dois ciclistas foram atingidos por trás e caíram na calçada. Atendidos no Hospital Cristo Redentor, receberam curativos, foram medicados e liberados no mesmo dia. O motorista fugiu sem prestar socorro. O carro foi encontrado com lataria amassada num beco da mesma região na segunda-feira.
Montenegro já tomou o depoimento dos dois ciclistas, mas admite que o relato é insuficiente para qualquer conclusão porque eles sofreram o impacto pelas costas e não conseguiram ver o atropelador. O esclarecimento pode vir das testemunhas que serão ouvidas nos próximos dias ou do proprietário do automóvel, quando ele for encontrado. Por enquanto, o delegado não tem indicativos das causas do atropelamento e admite que nenhuma hipótese está descartada, inclusive as de um acidente e de ato intencional. "Nós investigamos todas as possibilidades".
O atropelamento dos dois ciclistas na Avenida Assis Brasil foi o segundo que ocorreu em Porto Alegre em pouco mais de duas semanas. No dia 25 de fevereiro o bancário Ricardo Neis, 47 anos abriu caminho entre centenas de ciclistas atropelando parte deles, na Rua José do Patrocínio, no bairro Cidade Baixa. Oito pessoas foram atendidas pelo Hospital de Pronto-Socorro com fraturas e escoriações. O atropelador está preso preventivamente desde sexta-feira passada, 11. (Agência Estado)
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