Na primeira reunião do conselho político, com a presença de lideres de 17 partidos da base aliada, a presidente Dilma Rousseff afirmou que vai encaminhar ao Congresso propostas “fatiadas” referentes à reforma tributária, lembrando que as duas tentativas anteriores, no governo passado, foram em vão. Mas ela não citou qual seria o primeiro tema que gostaria de ver aprovado.
Segundo avaliação de Dilma, relatada pelos parlamentares, uma “reforma tributaria fracionada” será “mais fácil de aprovar” e “mais fácil de discutir”.
RESTOS A PAGAR
Na reunião, Dilma assegurou ainda aos parlamentares que os restos a pagar referentes a obras já em andamento e de grande interesse do governo, como as incluídas no PAC, serão honrados pelo governo e a definição de quais serão elas será anunciada em até duas semanas.
A presidente Dilma, segundo o líder do PDT, deputado Giovanni Queiroz (PA), disse que “não cometeria o equívoco”de paralisar obras em andamento, não pagando os restos a pagar” porque isso representaria “enormes prejuízos ao país”. De acordo com a presidente, conforme informou o deputado, uma “avaliação criteriosa” está sendo feita, avaliando “obra por obra” para que as importantes não sejam interrompidas. A previsão é de que, em duas semanas, no máximo, o relatório com a definição das obras prioritárias estará concluído.
Ao encerrar o encontro, que durou mais de três horas, Dilma agradeceu o apoio dos partidos da base nas primeiras votações, defendeu a aprovação pelo Congresso da Comissão da Verdade e passou a falar de questões relativas às relações internacionais.
Sem citar o Irã, Dilma afirmou que o Brasil defende uma cultura de paz, e que é contra pena de morte porque acha que “o Estado não tem direito sobre a vida de ninguém.” (Agência Estado)
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